3.6.10

rede de apoio precisa-se, não sei que raio de nuvem se abateu sobre as meninas, mas é preciso bufa-la para bem longe, lá fomos nós ver a estreia e muito nos rimos



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23.5.10

peter pan =)

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já fomos colados, colados, por alguma razão me chamavam a tua advogada de defesa. a caça ao tesouro, os malteseres, a belga gigante, os pus com isqueiro, os contos todos trocados em que os três porquinhos estavam com a branca de neve no trenó, as boleias na boss. és transparente. gosto muito de ti

20.5.10

shouting wishes

1 mês de desbloqueio emocional

sou ainda eu cá dentro não há varinha de condão, mas sinto que foi um ponto sem retorno

de repente uma liberdade e segurança que não me conhecia. tanto tempo com medo, na sombra, a sentir-me menos. agora um peso que sai de cima como se me aparecessem todos os caminhos, sem estar condicionada. não quer dizer que tudo seja fácil e feliz, ainda no domingo vieram as nuvens e fiquei só, como se estivesse num deserto

a diferença é que deixei de ter pena de mim, aceitação, integração, sinto-me una e única

nos últimos tempos tenho perdido bastante tempo a pensar. em tudo e em nada. tenho perdido tempo para me perder em mim, imaginar histórias e compreender enredos. num caminho de luz e trevas revi a minha vida presente. vivi e deixei a vida viver-se por mim. estive sem alma presente mas também estive por inteiro. sei o que me fez andar na escuridão e compreendo agora que me faziam falta esses buracos negros, na mesma medida que preciso daqueles que me chegam agora cheios de luz, visível a qualquer olho mais distraído.

foi uma conjugação de factores mas a alavanca foi a tua provocação leitura sistémica que tornou o abalo e a desestruturação em insight fizeste-me entrar no processo implicar-me nas coisas “não te quero ver sofrer, mas já chega de águas paradas, é preciso começar a viver”

é curioso como o ódio e a irritação em relação ao passado se foram e deram lugar a alguma indiferença

é como se houvesse uma nova luz sobre as coisas e apetece-me espalhar ao mundo a mensagem

estou mais solta parece que me assumi e é engraçado que várias pessoas tem comentado que estou diferente fisicamente

o mais importante é que não desisti, não quis desistir de mim. sinto pela primeira vez a minha identidade forte e auto-confiante, faz-me compreender que tenho em mim todos os sonhos, e com estes, todas as capacidades.

primeiro é a grande explosão onde se liberta o maior, mas não quer dizer o mais importante ou intenso pequenas grandes réplicas se seguem

a constante agonia com o sentido da vida, o porquê, para onde vamos e afinal tão simples como dizia o torga:

- a vida não tem sentido...

- ela, em si, não... - respondi. - mas tem o sentido que lhe damos. tem a nossa riqueza, o nosso entusiasmo, o nosso orgulho... ou a nossa covardia.

(miguel torga - diário XII)

perdi o medo de mim, um dia descobri que sou eu capaz de transformar os nós em laços, desatá-los. sinto-me a viver bolinhas de sabão, transformar a crise e a adversidade em crescimento

10.5.10

timing

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7.5.10

moledo

cá vos escrevo de moledo do minho 2009 (já a caminho do seu final). a razão desta nossa carta é simples: nós aqui vamos de sorriso em sorriso, e vocês?

hoje, pela manha, a meni acordou com a sua amigdalite já melhorzinha (os remédios do tito já estão a dar resultado). o li saiu da cama logo após acordar e muito beijocar chesta meni. a ínsua e o monte tecla lá estavam, mas desta vez, e como já estamos nas vindimas, embaciados pelos vidros do quarto (o comboio passou mesmo agora – viu a meni ao levantar a cabeça da almofada). os campos de milho ou já estão cortados ou com canas já secas.

e, assim, após amassar a bem rechonchuda bochecha esquerda da meni e tomar o seu banho de imersão no cheiro a madeira de casa, o li disse: “meni, tens aqui a casinha dos pitecos” ao que a meni respondeu: “não te esqueças, primeiro pão de mistura, depois bairrada para ti, depois queijo, depois, só se estiver quentinho, nunca tragas, normal, bicos de pato, e um compal, só se nunca tiver mariazinhas, traz sempre, um dia destes, aqueles sidónios menininhos”.

pela estrada de pedra, a bicicleta do tito abanava MAS o li ouviu os passarinhos de moledo, e o ar, cheiro era de aldeia de litoral com anos 80 bem ali. ao lado, o campo, trigo, e dois més-més que disseram assim ao li: “méééé”.

entretanto em casa a meni começava a ficar feliz: seis passarinhos, um com um colar, vieram sentar-se no parapeito da varanda; repetidas vezes; um a um, diziam à meni: “PIU!” e um vinha até dar um beijinho à meni, mas bateu no vidro da janela e disse “piu, piu, piu, piu”

enquanto a meni se enrolava nos edredons de cheiro único e falava com os passarinhos com fundo no mar, o li pedalou até à meia de leite da camipão e do champô jonhson da clarinha que tão bom cheiro faltava à casa.

quando o li chegou a meni sorriu, a historia dos passarinhos contou e o pequeno almoço na cama tomaram. a fruta no tabuleiro era só para dar cor à paisagem! compal com queijo!

e assim foi o inicio de manhã dos menilis 2009 em moledo. os menilis na cama a ler com vista para o mar, na cama, e, logo, a seguir, mil abracinhos e beijinhos nos menilis!

27.4.10

um dia fazem-me sentir especial na pausa para o café. hoje é o dia!

26.4.10

resillience

by resilience is meant the ability of individuals exposed to a potentially highly disruptive event to maintain both healthy psychological and physical functioning and the capacity for positive emotions.
the emergence of “positive psychology” as an area of research and practice that focuses on human strengths and virtues rather than on weaknesses and pathology. it also supports a basic tenet of positive psychology, namely, that the potential for individuals to handle adversity may be far greater than has previously been recognized.
resilience is that ineffable quality that allows some people to be knocked down by life and come back stronger than ever. rather than letting failure overcome them and drain their resolve, they find a way to rise from the ashes. psychologists have identified some of the factors that make someone resilient, among them a positive attitude, optimism, the ability to regulate emotions, and the ability to see failure as a form of helpful feedback. even after a misfortune, blessed with such an outlook, resilient people are able to change course and soldier on.
the positive capacity of people to cope with stress and catastrophe. it also includes the ability to bounce back to homeostasis after a disruption.


24.4.10

click - be in the process of doing sth; to have started doing something

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23.4.10

quoting (26)

é urgente o amor.
é urgente um barco no mar.

é urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

é urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
é urgente o amor, é urgente
permanecer.




[eugénio de andrade]

20.4.10

breakthrough [an important discovery or event that helps to improve a situation or provide an answer to a problem]

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everything is changing. the heart of our island is pulsing, throbs exposed for all to see, releasing a nature we've not witnessed for aeons. and we're to let our own hearts beat in time, push past the fear, find the love we've forgotten or neglected, welcome the spirits, and dance. this is paradise, and a most beautiful moment to be alive.

8.4.10

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estás com os teus fantasmas e subitamente tornei-me num, mais um.

30.3.10

time goes by

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dois anos.

eu a olhar incrédula assim que entrei no restaurante. apeteceu-me esganar o meu irmão, tanto insistiu para irmos jantar os dois, só que afinal eramos seis. e o lugar vazio lá estava a minha espera, estrategicamente estudado. e ainda que eu não o soubesse passado uma semana seria convidada outra vez.

23.3.10

quoting (25)

apetece por vezes com os dias morrer por um pequeno
instante e deixar os fogos soltos na areia. acrescentar
água à face e perturbar os sentidos em busca da única
luz ou então sentir os movimentos e escrever a uma

amiga. dizer assim como quem fala: que espécie rara
de deus é o teu? a vida é ficar abraçado às dunas
apenas se há dois braços de areia por quem sonhar.

vir então aos poucos contando os mastros do verão
cumprindo o desejo das cartas de mar e assim mesmo
confundir todos os relógios da rota apenas para ter

mais tempo para ficar. o resto é saber o alfabeto de
cor até ao fim para que as palavras vão nascendo
devagar até ser sonho no sono dos dias ou ser sono
dentro de mim



[joão luís barreto guimarães]

21.3.10

empty words

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19.3.10

quoting (24)

apenas preciso de alguém que me sorria e reponha o mesmo disco sempre a tocar e escute comigo o vento nas janelas e sinta a tristeza que têm os gladíolos murchando em cima da mesa




[al berto]

11.3.10

à noite tive direito a caça ao tesouro em busca das 22 cartas

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celebrate (4)

há 1 mês era assim

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10.3.10

two weeks in a row

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8.3.10

springtime is coming

continua um frio de morrer, mas o jardim (indiferente) insiste em fazer anunciar a primavera

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5.3.10

quoting (23)

a noite deixou-me outra vez transtornada
lentamente a manhã se enche
de palavras que eu sei de certeza
que significavam alguma coisa, mas o quê?
que ontem significavam alguma coisa.

andar é balançar sobre os pés,
vejo na rua os seres de sangue quente
que tiveram também a inexplicável coragem
de se levantarem
em vez de ficarem deitados.

nunca ninguém tem a certeza de nada,
de ser amado, de ser abandonado
tudo é possível e tudo é permitido tudo sucede em alternância.

agora me lembro o que queria dizer:
enquanto isso não trouxer infelicidade
é uma sensação agradável. mas no fundo
somos doces como turkish delight
numa lata cheia de pregos.




[judith herzberg]

3.3.10

a week ago

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tenho o tempo nas pálpebras

25.2.10

today

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yesterday

24.2.10

quoting (22)

quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma, mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. são estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser complicadas,
quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade.
porém, é o sonho que me traz à tua memória; e a
realidade aproxima-te de ti, agora que
os dias que correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.



[nuno júdice]

21.2.10

worth more than a thousand words (13)

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I feel like if someone were to touch me, I'd dissolve into molecules

made me cry

preciso dizer que te adoro, acho que sabes mas nunca é demais lembrar. conheces-me e reconheces-me como há muito ninguém fazia. acho que és a única pessoa com quem consigo partilhar uns pedacinhos vida...e claro as infindáveis palermices sem interesse, lol.
quero que saibas que estou aqui, muitas vezes sem saber o que fazer ou o que dizer, mas estou aqui, se necessário orienta-me (ambas sabemos como sou despistada).
acabo com uma das tuas maravilhosas passagens, que tantas vezes me trazem um novo fôlego e me mostram que não estou sozinha.

turn your scars into stars

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19.2.10

somniloquy

(viro-me)
meni precisas do li?

não.

(vira-se)
o li precisa sempre da meni





[resultado, insónia com sorriso nos lábios, já é terceira vez que falas a dormir]

16.2.10

a new machine

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12.2.10

22 months

escolher as meias. ratinhos. camipão. atapetar. workshop. nunca fiques triste. correr. maria pia. wes montgomery. relatório. mais um dia de anos. seadas. dez mil dias. milho rei. apu. sapatilhas. edward hopper. o'grove. manhã de carnaval. vicky. amarante. carro do aeroporto. tom waits. wopujedau. ivan ilitch. ugg. esfrega esfrega. pitecos. fotografias recuperadas. geres. meni sawyer. massagem. nhénhé é isto mãmã. deleuze. nunca passa. melhor verão de sempre. tous les matins du monde. mateus pasolini. mumir. posso dizer.

mermaid wishes