24.5.09
19.5.09
15.5.09
timing*
wished starfish
13.5.09
10000
acordar com o cantarolar dos parabéns, almoçar também, tentar chegar lá, pensar onde estava no mês passado ou no ano anterior, procurar nos ficheiros da memória se dia 13 é alguma data nossa a assinalar, nada e apenas ao fim do dia entender:
"fazes dez mil dias hoje, de existência, estás de parabéns".
e ainda assim demorei a perceber, dez mil dias, só mesmo ao explicares o processo: quando o teu avô nos deixou em junho de 2008 perguntaste-me quantos dias teria vivido e foi ai que começaste com as contas, o teu avô, tu, eu, dias para frente dias para trás e anos bissextos, meses, semanas. dez mil dias. o número redondo a que chegaste, dez mil dias, o relógio sempre a rodar, o tempo que não pára, dez mil dias, algo que nunca me tinha passado pela cabeça. dez mil dias. e eu a olhar para ti incrédula, dez mil dias, o degrau a cair a querer marcar também o dia. dez mil dias. a mensagem leva o tempo a chegar. dez mil dias. a descoberta do significado, o simbolismo da tua entrega, o nosso momento, dez mil dias, a marcar o especial que és e me fazes sentir. dez mil dias, tudo novo. quanto mais te dou mais tenho para te dar, o renovar. dez mil dias, em que tropeço nas marcas como aconteceu no jantar, em que me sinto tão perto. em que tudo faz sentido, ainda que possa parecer dificil ao prender-me nos pormenores, tudo faz parte, as marcas também. dez mil dias. a importância de conseguires chegar até mim, de não desistir. dez mil dias. sinto-me realmente de parabéns, dez mil dias, que bom! obrigada *dez mil dias*
wished starfish
12.5.09
22.1.09
33 thousand hugs
wished starfish
quoting (18)
wished starfish
21.1.09
10.1.09
share and share alike (11)
"são cinco horas e estarás em tua casa. talvez te lembres de mim, enquanto preparas um chá e esperas que chegue alguém, como eu me lembro dos teus olhos castanhos que aprendia a descobrir"
wished starfish
15.12.08
share and share alike (10)

wished starfish
1.12.08
29.11.08
*stardust*

hoje fui ao miradouro, escuro como o dia, um frio descomunal daquele que parece lâminas na pele, vento que corta. moledo lá ao fundo e caminha, espanha também. uma paz solitária e nostálgica, extasiada com a beleza inebriante.
imaginei-te lá a horas tardias noutra estação, a questionares o porque de estarem ali. fechei os olhos e montei o cenário, a tua expressão de surpresa, és tão expressiva, a magia do momento. tu a olhares p o xi, a sonhar e acreditar num projecto, a dizer sim. a entrega partilhada.
está muito frio, demasiado e só aguento o tempo suficiente para contemplar mais uma vez a magnífica paisagem e visualizar-te ali no preciso espaço. é oficial vou te associar sempre aquele pedaço de céu. e é tão bom, parabéns, estou muito feliz por ti*
wished starfish
27.11.08
share and share alike (9)
que tinha o particular defeito de não gostar do meu cão, vá eu sei que não deixava ninguém aproximar-se para além da distancia de segurança da minha avó com ferozes e sonoras ameaças. convínhamos que o meu cão impunha respeito, conquistando poucos amigos!
voltando ao sr.josé cá se mantém fiel à natureza com o empenho e dedicação próprios. tem horário livre, mas chega invariavelmente antes das 8h e atrevo-me a dizer que vem quase todos os dias da semana embora a frequência também seja opcional.
agora improvisou uma estufa, onde mima as plantas a precisar de especial cuidado, a arte de ressuscitar um manjericão, coentros e outras ervas aromáticas. sim é que dá gosto ver o amor que lhes tem.
wished starfish
26.11.08
sis
os corações não deviam partir
não deviam ficar pequeninos
não devia haver desilusões
nem estradas confusas
nem dias sem vontade de sorrir
nem sonhos enublados
fico triste por te ver triste
e não saber o que fazer para voltar a encher o teu coração'
wished starfish
20.11.08
happy birthday
o banho é realmente um daqueles episódios, mas há tantos!
a belga gigante que fizemos ao descobrir que tinham posto a receita no pacote; os desafios com pistas quando chegava do colégio e me fazias andar às voltas pela casa qual caça ao tesouro; a ida à missa em que a mãe nos tinha de separar em duas pontas e tu alegavas que não tinhas feito nada que não sabias porque me estava constantemente a rir; as estórias que me contavas antes de dormir em que eu dizia 'não os três porquinhos com a branca de neve e o mickey, não pode ser não é daí' respondias 'mas queres que eu conte ou não? se já sabes como é, não é preciso'; o norte e sul ao vivo; os telefonemas para a lista a dizer que eras o herman josé; as exposições de desenhos em casa da avó; o bubble bubble; a papinha cerelac quando jogavamos ao um esconde-se e todos procuram; dar pus com o isqueiro na garagem; a boleia na boss para o maria lamas; a ida aos 14 anos à queima das fitas no palácio para ver o pedro abrunhosa; as primeiras saídas à noite; a aventura de patins em linha e mota que trago marcada no braço; a burra da baleia; 'pedrinho é natureza'; o sagui quando caiu na retrete e tivemos de chamar o pai que usou o secador; o pai a cair da mota e nós à volta dele; as férias em moledo quando ficavamos sozinhos com a avó inês; as duas caixas de aftereight que me deste quando fiz 13 anos; as brincadeiras com os fardos de palha em vermoim; o castigo que tiveste da julieta do portão quando me foste defender no colégio! lembraste? :):):)
wished starfish
18.11.08
quoting (17)
chamo-te porque tudo está ainda no princípio
esuportar é o tempo mais comprido.
peço-te que venhas e me dês a liberdade,
que um só de teus olhares me purifique e acabe.
há muitas coisas que não quero ver.
peço-te que sejas o presente.
peço-te que inundes tudo.
e que o teu reino antes do tempo venha
e se derrame sobre a terra
em primavera feroz precipitado.
wished starfish
14.11.08
sorrow (2)
assim que entrei a mesma sensação, o chão a fugir, a respiração desobediente, o coração a bater descompassado, um rio a querer sair, o tempo que pára como num filme em slow motion as imagens todas desfocadas. a memória que percorre todos os ficheiros e selecciona episódios aleatórios de momentos bons, marcados em mim, no que sou, no que me tornei. um vendaval cá dentro em que preciso de fazer um esforço brutal para serenar, focar-me onde estou e sair de mim. respiro. e então olho reconheço outra vez a meu lado, aquele sorriso tão familiar, as mãos fortes e seguras que sempre me acompanham e que identifico como porto seguro.
estou lá outra vez, viagem no tempo, entramos no quarto, as pernas tremem enquanto desinfecto as mãos, segura-me na carteira, não consigo focar, andar, sinto as mãos que teimam em não me largar nas costas e então vejo-te.
dormes um sono profundo só teu, calmo, sereno, estás tão bonita, como és, toco-te e falo então contigo. digo que tenho saudades tuas, que logo nos vamos ver, que gosto muito de ti e te admiro por seres forte. ouço a voz das mãos que me guiam dizer que estás muito bem cuidada depois de ter cuidadosamente inspeccionado todas as máquinas e os valores assinalados, faz-te uma festa na cabeça e percebo a ternura desse gesto. despeço-me apressadamente e prometo a ti e a mim que nos veremos em breve. tínhamos-nos cruzado com os teus pais, carregavam uma sombra pesada e não fui capaz de os confortar, senti-me a desabar. ouço a voz que me acompanha faze-lo por mim e aceno continuamente com a cabeça.
falo contigo em sonhos e chamo-te. os dias que teimam em se suceder contigo deitada, a corrente de energia que falha com a cirurgia a ser cancelada por problemas respiratórios assim que te viram de barriga para baixo. passa uma semana, expectativas e esperança renovada e eis que chegam as notícias, tudo correu pelo melhor nas longas e lentas 7 horas.
ganhaste a luta.
voltamos lá, já não estás, passaram apenas dois dias e já saíste de lá, foste transferida. chego à porta do novo quarto e não consigo, sinto um aperto difícil de suprimir. paramos um instante, a voz diz “está a sorrir, já me viu”. a tua mãe vem na nossa direcção já tem luz, tropeço nas palavras, vamos ter contigo e só consigo sorrir, ouço-o falar e diz tudo o que eu te queria dizer que foste valente (tal como o nome indica), que o pior já passou, que já tínhamos estado juntos, incentiva-te e mais uma vez transmite aos teus pais tudo o que me teima em ficar cá dentro. a tua mãe pergunta quem é, tu encolhes os ombros e dizes oh a mariana! aqui já não há lágrimas para suster, estou tão feliz por ter ver!
volto nos teus anos pensava que não te ia ver, surpresa, a tua mãe chega para nos receber e desta vez as palavras não consigo segurar, atropelam-se umas as outras, digo uma data de disparates seguidos, falo sobre o anel que recebeste de presente que já tinha visto no email, do livro, da flor, perco-me e conto de uma assentada para nada perder, não há fio condutor nem estrutura lógica, não caibo em mim e é quando te ouço dizer “estavas a precisar de te apaixonar” sinto a tua doçura, compreensão, empatia e partilha, guardo o momento forte cá dentro com o peso da sua importância, fazes 27 anos.
e no entanto ontem quando lá voltei, o cheiro, a repetição da sensação, o mesmo tremer, tive um flashback. estou na trofa no atl, ainda é cedo ligo o computador e vou ver o email, as linhas sobrepõem-se não consigo ler, tenho de fazer um esforço para seguir com o dedo, começo a extrair significado, diz que deu o meu email porque tiveste um problema grave de saúde e é então que entendo as mensagens que te enviava e teimavam ficar pendentes, eu sempre a justificar a mim própria que te tinham voltado a roubar o telemóvel, não acabo de ler, procuro o outro email e enquanto vejo ligo ao meu pai, as lágrimas explodem, diz que vai saber. penso em todas as pessoas que conheço com ligação ao hospital s.joão, elaboro uma rede de contactos no meio da angústia, os telefonemas sucedem-se e é um pesadelo que teima em se manter real.
percebo então que tenho de quebrar esta roda-viva de imagens, sentimentos, intensidade, pensamentos, os enquadramentos a sucederem-se como uma fita de cinema desgovernada.
é passado, passou, estás cá, estás comigo, estás bem e feliz, és um exemplo, resististe à fisioterapia tu que não gostas de exercício físico, candidataste-te à feup, estás a trabalhar contrato de três anos, vão viver juntos um projecto a dois. não consigo exprimir o quanto me sinto orgulhosa e feliz por te ter como amiga.
vejo agora que tinha de voltar lá trás, muita dor e emoção. estou noutro andar, noutro serviço, não és tu, sigo com aqueles mesmos passos que me acompanham a meu lado, em qualquer lugar os reconheceria.
perguntam “é filho?”
entra e a porta fecha-se e eu fecho-me em mim, percorro tudo outra vez.
“queria ver a minha irmã, sou médico”
“eu sei fui seu aluno, esta senhora é um encanto”.
regresso daquela dimensão, sinto outra vez as mãos fortes nas costas
“está toda bem disposta, diz que tem muita fome, não lhe vão fazer o exame porque era de risco”. faço um esforço brutal para me conter, sinto aquele sorriso que o caracteriza ao chamar-me peixinho do mar. deixo de pensar, assim que nos separamos rebento em lágrimas..
a vida em suspenso.
wished starfish
12.11.08
11.11.08
wishes and hopes (3)
andamos todos à procura do mesmo. de um sentido para acordar todas as manhas. para brindar alegremente a cada ano que passa. um sentido para seguir, continuar a lutar muitas vezes nem sabemos bem pelo quê, para continuar a perseguir essa tal felicidade tão preenchedora como efémera. pensamos que há uma idade para atingir esse ponto em que chegamos ‘lá’. e que ai tudo será mais esclarecedor, mais límpido. a verdade é que não sei.. nada de nada! não sei qual o sentido, não sei bem porque acordo, nem atrás do que corro. não sei se algum dia vou saber. se algum dia será diferente. só posso dizer que há momentos em que sinto que tenho tudo, tudo o que procuro dentro de um momento de partilha. outras em que sinto que não tenho certezas de nada. gostava que tudo fosse tão bom, tão simples, tão verdadeiro e enriquecedor como a nossa amizade.'
wished starfish
9.11.08
frightened - pandora's box
wished starfish
25.10.08
to treasure (2)
existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível
sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a
despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
uma só idade para a gente se encantar com a vida e
viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer.
fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa
própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito, nem pudor.
tempo de entusiasmo e coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta que
a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de
novo e de novo, e quantas vezes for preciso.
essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e
tem a duração do instante que passa .
mário quintana
wished starfish
19.9.08
quoting (16)
onde os ventos do mar se reuniram,
e das mãos, ou do búzio murmurante,
alastra em cor e som irradiante
a beleza que os olhos despiram
wished starfish
17.9.08
quoting (15)
wished starfish



























