5.1.07

quoting (6)




fundo do mar

no fundo do mar há brancos pavores,
onde as plantas são animais
e os animais são flores.

mundo silencioso que não atinge
a agitação das ondas.
abrem-se rindo conchas redondas,
baloiça o cavalo-marinho.
um polvo avança
no desalinho
dos seus mil braços,
uma flor dança,
sem ruído vibram os espaços.

sobre a areia o tempo poisa
leve como um lenço.

mas por mais bela que seja cada coisa
tem um monstro em si suspenso.


[sophia de mello breyner andresen]

4.1.07

special surprise




many people will walk in and out of your life, but only true friends will leave footprints in your heart.
to handle yourself, use your head; to handle others, use your heart.
anger is only one letter short of danger.
if someone betrays once, it is his fault;If he betrays you twice, it is your fault.
great minds discuss ideas; average minds discuss events; small minds discuss people.
he who loses money, loses much; he who loses a friend, loses much more; he who loses faith, loses all.
beautiful young people are accidents of nature, but beautiful old people are works of art.
learn from the mistakes of others, you can't live long enough to make them all yourself.
friends, you and me...you brought another friend...and then there were three...we started our group...our circle...there is no beginning or end...
yesterday is history. tomorrow is mystery. today is a gift, that's why they call it present.


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2.1.07

river




"acontece quando menos se espera, acredita..olha eu que estava a pensar que viria do Porto para a Madeira só por uns meses e depois se calhar uma próxima viagem e cá estamos..."

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pois é, já sabia que partilhavas diariamente esta vista maravilhosa com o teu músico preferido! e sorria ao imaginar te sentada a ver o pôr do sol. mas nada como começar o ano com uma notícia dessas, corrijo com um pedido desses :) e o melhor de tudo: aceitares!


*PARABÉNS* *FELICIDADES* *TUDO DE BOM*



31.12.06

she still hasn't learnt how to make wishes properly





"há dias que sabem a encerrar. dias que doem mais que outros, que custam mais que outros, que duram mais que outros. dias em que parece que o dia seguinte é impossível. hoje foi só mais um desses. posso jurar que 2007 vai ser um ano muito bom. se fosse astróloga teria os meus meios para o provar. não sou, pelo que me resta a vaga lembrança de que as minhas mãos só tinham sorrisos e a sensibilidade que me diz que pior que 2006 não é muito fácil! 2007 vai ser um bom ano. tem de ser um bom ano. bem corro o risco disto acinzentar!!! bom ano para todos! que as vossas mãos só marquem sorrisos, que os arranquem de muitas caras este ano, que vejam nascer muitos, que cultivem e que cuidem muitos. mil sorrisos e mil desejos de bom ano!"

vibro com a ideia de novos ciclos de vida. um novo ano, uma nova estação, uma nova casa, um novo penteado, um novo projecto… ainda que nada mude verdadeiramente, a promessa de renovação é do tamanho daquela esperança que torna tudo possível





28.12.06

quoting (5)
























“I wish I knew how to quit you!"




26.12.06

mix ups and magic




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*obrigada!


today



birthdays are for doing all your favourite things (perhaps not at the same time!)

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birthdays are for enjoying yourself! eat until you pop!

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forget about your worriestake a walk in the sunshine... or in the rain

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and be filled with peace from your nose to your toes!
make a wish when you cut your birthday cake

25.12.06

snowflakes and sparkledust




...e este natal q recebeste?

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acho q este ano bati todos os recordes 7, nada mais nada menos que sete, de todos os tamanhos e feitios!



21.12.06

there's only a day to go until




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18.12.06

share and share alike (4)




"todo dia ela faz tudo sempre igual
me sacode as seis horas da manhã
me sorri um sorriso pontual
e me beija com a boca de hortelã"



hoje acordei a cantar esta música, não me saía da cabeça!
diz a minha mãe: esse foi o segundo vinil que o pai me ofereceu quando namoravamos, devia ter vinte e poucos anos, ouvi-o infinitas vezes :)



running, jumping, dancing (action movement set)




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este mês tem sido assim!



how to make a wish





step 1: think about what you are going to wish for

step 2: stand up straight with your nose pointing towards the sun (or a window)

step 3: count to ten (not out loud)

step 4: wiggle your nose

step 5: swish your wand in a large arc above your head. Imagine you are dreaming an invisible rainbow!

step 6: whisper your wish to yourself and maybe one day, your wish just might come true.


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remember not to tell anyone what you've wished for! ...or it won't come true*


17.12.06

enchanted escape...




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...pelos caminhos de Portugal!


11.12.06

one step at a time (step by step)




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10.12.06

quoting (4)



búzio



trouxeram-me um búzio.

dentro dele canta
um mar de mapa.
meu coração enche-se de água
com peixinhos
de sombra e prata.

trouxeram-me um búzio.



[f. garcía lorca]


wishes and hopes (1)




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8.12.06

share and share alike (3)




"Johan Henrik Andresen tinha catorze anos quando decidiu fugir de casa dos pais, em Fohr, uma das ilhas Frísias, na Dinamarca. Porque se zangou com a severidade do pai ou por qualquer outra razão. Como quer que tenha sido, reza a lenda familiar que se alistou como grumete no primeiro barco que viu no porto de Fohr e, vários dias depois, deu consigo numa terra estranha, de gente morena cuja língua não entendia. Era o Porto, em Portugal. Perdido e sem recursos, num país estrangeiro, pôs-se a chorar e foi assim que o encontrou um armador da cidade. Este levou-o para sua casa, onde o fugitivo foi acolhido e tratado como um filho, tanto que cinco anos depois já estava estabelecido por conta própria, vindo a tornar-se um dos mais prósperos empresários da cidade, e casando-se com uma portuense, assim dando origem a um ramo materno da minha família – os Andresen do Porto.
Reza ainda a lenda, quando o seu filho primogénito estava para nascer, Johan Henrik escreveu para casa, pedindo o perdão e a bênção paternas. Respondeu-lhe a mãe, dizendo que o pai nunca mais o queria ver nem ouvir falar dele. No entanto, fazia-lhe um pedido: que o seu filho mais velho fosse baptizado com o nome de Johan Henrik e o filho desse também, e assim sucessivamente, conforme era tradição familiar. Desta forma nasceu o ramo português da família e o primeiro de uma linhagem de Joãos Henriques Andresens, que vai já na quinta geração. Ligaram-se ao negócio do vinho, fundaram um vinho do Porto com o nome da família – o Porto Andresen – e o Boavista Football Club, antes que os seus descendentes tivessem degenerado adeptos do menos aristocrático mas mais compensador Futebol Clube do Porto. Foram comerciantes, vinhateiros, armadores, protestantes, caçadores e nostálgicos. Baptizaram gerações de filhos com nome nórdicos, adaptados ao português – Elsa, Gardina, Olga, Teodora, para as mulheres e Gustavo, Guilherme, Thomaz ou o inevitável João Henrique para os homens.
Quando morreu, sem nunca ter voltado a ver as brumas da sua terra, Johan Henrik deixou, por sua vez, um desejo para se cumprir: que o enterrassem onde pudesse ver o mar. A família enterrou-o em Agramonte e o seu desejo foi cumprido até que o “progresso” lhe veio tapar a vista com as construções modernas do Campo Alegre e da Boavista. Avisado, porém, encarregou o mestre Teixeira Lopes de lhe esculpir uma escultura de um barco naufragado, que ficou colocada sobre a sua pedra tumular, em sinal das suas reminiscências vikings e também como símbolo do impossível regresso a casa. Ao menos assim, quem sabe, terá embarcado para a eternidade, tal como os antigos egípcios acreditavam.
Todavia, a dissidência portuguesa não foi a única em que dispersou a estirpe nórdica. Outros Andresen passaram à Alemanha e chamaram-se Hans Heinrich, outros à América Latina, sob o nome de Juan Enrique e outros emigraram para os Estados Unidos, onde foram os John Henry Andresen. Um dia, realizando um trabalho de pesquisa sobre a colonização portuguesa na Amazónia, na época da borracha, fui à Biblioteca Municipal de Manaus consultar jornais da época. De repente, folheando um jornal da passagem do século, parei diante de uma fotografia de um senhor loiro, de barbas, que me pareceu familiar, sem saber explicar porquê. A fotografia encimava uma notícia necrológica e a legenda a que ela dizia respeito rezava assim: “O Sr. João Henrique Andresen, da Associação de Comerciantes de Manaus e um dos fundadores e beneméritos do Teatro Amazonas”. Então, percebi o que havia de extraordinário naquela fotografia: é que ele era igual a mim, quase traço por traço. Lembrei-me do que tinha lido num livro do Corto Maltese: quando encontramos alguém igual a nós, é sinal de morte. A partir dai, e no pouco tempo que tive para pesquisar, procurei descobrir o que podia sobre aquele personagem. Mas não consegui apurar se era um Andresen emigrado directamente da Dinamarca para a Amazónia ou se era o João Henrique I ou II, meus avós do Porto, que forma ambos armadores da carreira, Porto-Lisboa-Belém-Manaus.
Mas a fotografia, essa não enganava: com duas gerações de intervalo e dois continentes a separar-nos, ele era fisicamente igual a mim. E ali estavam, naquele rosto, o meu avô, a minha mãe, os meus tios. Os memos olhos claros que, não fosse a fotografia a preto e branco, seriam azuis – ou cinzentos ou verdes, conforme a luz que vem do mar – e o mesmo olhar, que é uma marca da família e que tão depressa está preso ao mundo, às conversas e aos outros, como de repente se ausenta, a meio de uma conversa, como quem regressa a casa. A mesma, insondável e incompreensível, nostalgia boreal, essa saudade do norte em pleno sul, esse absurdo desejo de neblina no esplendor da luz – mesmo em Manaus.
Alguns de nós, Andresen, nascemos com veia de contadores de histórias. Eu também cultivo o género – umas vezes por profissão, outras por distracção. A noite passada, tendo de improvisar uma história para adormecer o meu filho mais pequeno, lembrei-me de lhe contar esta. Acrescentei a lenda, com tempestades no Golfo da Biscaia, dramas na Ribeira e romances no Douro. Deliberadamente, para que ele, por sua vez, acrescente outras lendas, mais tarde. Pensando bem, acho que essa é uma das funções da família: que cada geração imortalize as anteriores. Não sendo assim, só nos resta a previsibilidade destes tempos sem antepassados escondidos em porões de navios, pais ausentes que enviam ordens severas sob as quais esconde a fraqueza dos sentimentos e avós que fundam teatros barrocos na Amazónia.

(ao meu tio Gustavo Andresen, o guardião destas coisas)"



5.12.06

question







"e se pudesses o que fazias hoje? agora?"


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"mas e onde? gélidas como os mares do norte ou quentes como os trópicos? "

...fosse onde fosse!





2.12.06

give me a ride




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diz lá que aquela parte do deserto não parece mesmo o Alentejo?
e tu com os teus óculos novos, ah já para não falar que nós tinhamos GPS brasileiro e pão alentejano!

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sim eu sei.
nós não tinhamos o Brad Pitt, mas quem tem o sr Toni tem tudo!
ou não tivesse este, sido casado com a Maria da Fé e formado em germanicas.



on the road




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26.11.06

reach for the top and the sun is gonna shine


gosto:
caminhadas,
conduzir durante a noite,
estradas com árvores dos dois lados,
do cheiro taõ típico,
sentir a chuva lá fora,
adormecer a ouvir o mar revoltado,
acordar e ver a ínsua,
chocolate quente,
chuveiro com pressão,
leituras que me fazem viajar,
de vos ter comigo no meio de tudo isto..



24.11.06

fly high




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23.11.06

quoting (3)




"I have to remind myself that some birds aren't meant to be caged. their feathers are just too bright. and when they fly away, the part of you that knows it was a sin to lock them up does rejoice. still, the place you live in is that much more drab and empty that they're gone. I guess I just miss my friend."

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[morgan freeman]

the one and only..madrid




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20.11.06

it's your birthday :)




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sabes de quem são aquelas pernas?
o que tu te queixavas de tomar banho comigo: "não quero não quero, mas porque é que tem de ser!?"
o tempo voou e hoje fazes 30, precisamente a idade que o pai tinha quando eu nasci!
muitos, muitos PARABÉNS!



17.11.06

spread your wings




a melhor percepção do mundo é-nos dada pelo ritmo dos nossos passos.
ando a pé até não aguentar mais!
tantas praças, monumentos, ruas labirínticas que vão ter a locais bem assinalados no mapa, mas isso não interessa nada, gosto de me perder, de viver a cidade, desta sensação de descoberta, de edifícios bonitos que de outra forma não conheceria, de sentir que não só dominei os pontos principais como os que o acaso me fez conhecer, maravilho-me com a quantidade de pessoas que andam nas ruas ou não estivessemos nós em Espanha e sendo Madrid a capital a energia é bombeada a cada instante.

"entre aquilo que temos diante dos nossos olhos e os pensamentos que nos podem passar pela nossa cabeça , estabelece-se uma relação particular, fazendo, por vezes, com que os grandes pensamentos reclamem grandes vistas, e os pensamentos novos, novos lugares"

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viajo disponível para novos pensamentos.



16.11.06

I'm so close, I'm just a small step behind







and now, the end is near, and so I face, the final curtain.
my friend, I'll say it clear,
I'll state my case, of which I'm certain.
I've lived, a life that's full, I've traveled each and every highway.
and more, much more than this,
I did it my way.


regrets, I've had a few, but then again, too few to mention.
I did, what I had to do, and saw it through, without exemption.
I planned, each charted course, each careful step, along the byway,
and more, much more than this,
I did it my way.

yes, there were times, I'm sure you knew,
when I bit off, more than I could chew.
but through it all, when there was doubt,
I ate it up, and spit it out.
I faced it all, and I stood tall,
and did it my way.


I've loved, I've laughed and cried,
I've had my fill; my share of losing.
and now, as tears subside, I find it all so amusing.
to think, I did all that, and may I say --- not in a shy way,
"oh no, oh no not me,
I did it my way".


for what is a man, what has he got?
if not himself, then he has naught.
to say the things, he truly feels,
and not the words, of one who kneels.
the record shows, I took the blows ---
and did it my way!

I did it my way.


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15.11.06

the bottom line is




fórmula infalível: primeiro vive-se, depois processa-se a vivência

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hear you loud and clear!!!







para mi corazón basta tu pecho,
para tu libertad bastan mis alas.
desde mi boca llegará hasta el cielo
lo que estaba dormido sobre tu alma.

es en ti la ilusión de cada día..
llegas como el rocio a las corolas.
socavas el horizonte con tu ausencia.
eternamente en fuga como la ola.

he dicho que cantabas en el viento
como los pinos y como los mástiles.
como ellos eres alta y taciturna.
y entristeces de pronto, como un viaje.

acogedora como un viejo camino.
te pueblan ecos y voces nostálgicas.
yo desperté y a veces emigran y huyen
pájaros que dormían en tu alma.


pablo neruda "veinte poemas de amor y una canción desesperada"





10.11.06

christmas gift




estava tão longe da noção de tempo...
trouxeste o natal até a mim com a mesma simplicidade e importância com que a primeira andorinha anuncia a primavera.

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mermaid wishes