8.11.06

impulse




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"e se do nada lhe perguntarem o que traz vestido?
e se um dia um desconhecido lhe oferecer flores?"



7.11.06

share and share alike (2)





Madre Teresa de Calcutá disse, um dia:
"O que não se dá apodrece!"

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quoting (2)

It never rains but it pours


"naquele inverno eu sentia-me sufocar com a persistência do sol e de um céu invariavelmente azul. dia após dia, de manhã quando acordava e chegava à janela, nem sinais de chuva, vento, céu cinzento, já nem digo neve: enfim, nada que me lembrasse que era inverno. e como pode alguém desejar o verão, se o inverno mais parece um longo e interminável verão?
assim, juntei o sufoco a uma depressão subitamente planeada e resolvi meter férias e ir à procura do inverno, lá nessa europa, de onde a televisão me trazia imagens de inundações e tempestades e nevões. Peguei nos livros mais tristes que tinha pendentes de leitura, numa gabardine e um sobretudo, e embarquei em santa apolónia, ao fim da tarde, no lusitânia-expresso para madrid. reservei um beliche no vagão-cama e um lugar à mesa no segundo turno do jantar. Eu sozinho, num comboio atravessando países de noite, como a personagem de um filme (porque só nos filmes é que a solidão é romântica e natural, na vida real é angustiada...) : eis o que eu chamo viajar.
jantei a inevitável pescada com molho béchamel e vitela estufada com ervilhas, com meia garrafa do inevitável grão-vasco, na companhia do previsível casal de velhotes espanhóis, falando por sussurros, como convinha à minha aptência de mistério. quanto a mim, imginei-me agente secreto ou graham greene do Sul, sob a observação atenta e intrigada dos outros passageiros. como não alcancei ninguém com quem falar, imaginei-me aos segredos com a minha avó - com quem aprendi a andar de comboio e a rezar o "acto da contrição" de cada vez que atravessávamos a periclitante ponte de d.maria, de gaia para o porto.
felizmente, ninguém apareceu para compartilhar o meu vagão-cama e pude adormecer sem as habituais cautelas de um agente secreto nestas circunstâncias. cheguei a madrid de manhã cedo e, depois de um sólido pequeno-almoço, enfiei-me no Prado a ver a exposição de um dos meus pintores-fetiche, que eu tinha como um segredo bem guardado: caspar-david friederich, um romântico alemão, meticuloso, alucinado e luminoso. e, porque nunca o verei vezes que cheguem até que a morte nos separe, gastei ainda meia-hora, entre os encontrões, excursões e raros momentos de trégua, diante do mais fantástico quadro que alguma vez alguém pintou ou pintará: as meninas, do velásquez.
junto à plaza mayor, procurei e descobri um restaurante basco cuja recordação guardava num canto da memória. comi o que eles chamam de "besugo" e que eu chamo de pargo e a que os deuses chamarão milagre. esta, para mim, é a melhor cozinha do mundo e este primeiro dia "na europa" começara esplendorosamente: velásquez, caspar-david friederih, besugo à basca e, a seguir, um partagas lusitano, de uma caixa de 25 que comprei à saída do restaurante e que fumei sentado na mala que carregava comigo desde que saíra do comboio, encostado a um muro da plaza mayor, sob um céu finalmente cinzento e prometendo chuva.
e deu-me um desejo incontrolável de partida e de liberdade. entrei num rent-a-car e aluguei um seat marbella cor de trovoada e mandei-me para nordeste, na autopista para barcelona. livre, libérrimo, com vontade de rir e chorar, dono dos quilometros que percorria, das horas, da tarde que se foi desvanecendo e da noite que me apanhou num restaurante à beira do caminho, lendo o el pais e comendo "chuleta de ternera" com uma san miguel de pressão. fiquei dois dias em barcelona, dos quais uma manhã mergulhado na pesquisa meticulosa de uma extraordinária loja de velharias do bairro gótico, de onde saí com uma ordem de lenine, uma convocatória da legião estrangeira e una fantásticos binóculos dentro de um estojo de couro marcado "SS Bremem, 1912". passei outra manhã a ouvir um cego tocar violino em frente à sagrada amilia do gaudi, enquanto eu me esforçava por acreditar que era o único turista que tinha decifrado o mistério daquela catedral demencial, e também gastei duas noites como o único turista que jantou ao ar livre no port olimpic, comendo sumptuosamente e gelado até aos ossos.
de comboio, outra vez, segui pela côte d'azur parando para jantar e dormir em cannes e depois num pequeno e mágico hotel do laco di como, alternando jornais, línguas, vinhos e conversas de ocasião, com a intimidade e o destemor que só os viajantes solitários ousam.
a chuva chegou quando eu estava no lago- abundante, magnífica, devastadora. de novo me meti no comboio de noite e atravessei a toscânia adormecida, imaginado vinhas ao sol e terraços com vasos de cerâmica e colunas de mármore, florença cor de fogo debruçada sobre o rio, siena sob uma ligeira neblina de poeira suspensa no ar, mas, porque era inverno e finalmente chovia, e um vento de leste, frio e solto incomodava os passageiros petrificados nas estações que atravessávamos sem parar e arrastava guarda-chuvas perdidos e ramos de árvores na noite de itália, fui direito a VENEZA onde, há muitos anos atrás, numa ofuscante manhã de agosto, na praça pejada de turistas, eu jurara a mim mesmo só voltar quando fosse inverno, chovesse e toda a praça estivesse tão limpa como este coração que agora trazia comigo."


[miguel sousa tavares]

5.11.06

black and white (3)




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2.11.06

tears






quantos segredos contamos e guardamos?
quantas aventuras vivemos?
quantos planos arriscados pusemos em prática?
quantas vezes descobrimos o esconderijo das chaves da dispensa para ir aos rebuçados/caramelos?
quantos saltos e corridas a alta velocidade?
quantos banhos na piscina?
  • que tanto eram de dia como de noite
  • que duravam horas e horas
  • até ao derradeiro teste do vuvu quando tínhamos de sair e mostrar as mãos com a pele a virar peixe e os lábios roxos que não permitiam engano
  • nos davam direito a umas quantas corridas à volta da piscina para aquecer
  • as provas para ver quem apanhava mais pastilhas de cloro no fundo da piscina
  • com a lavagem antecedente da piscina e em que vibrávamos com a água a chegar ao terceiro e quarto degrau

quantas subidas ao galinheiro para comer as tão célebres uvas?
quantas noites passadas em vermoim?
quantas vezes terei lá dormido?


lembraste?


e a passagem secreta da cave para as galinhas?as corridas nos campos de milho?jogos sem fronteiras? (e tudo quanto nos pudéssemos lembrar)Casa na árvore com umas quantas tábuas de madeira também não podia faltar os castanheiros lá ao fundo onde ficava o adubo?a vacaria onde vimos porcos pequeninos e vitelos acabados de nascer (acho que ainda sou capaz de sentir o cheiro a leite gordo de tão intenso que era).o palheiro onde construímos muralhas com os fardos?e onde íamos assustar as pombas nos telhados? (as escadas de madeira já podres).a colmeia junto ao local da plantação dos morangos (tapados com aquele plástico preto).e quando descobrimos uma ninhada de descendentes do snoopy?e os leõezinhos? como nos fomos lembrar daquela brincadeira? só podes ter sido tu – qual sportinguista!atirávamos comida às raposas, enfiávamos nos no sítio dos gansos e escalávamos aqueles três andares.Ovos cozidos na Páscoa partidos nas cabeças uns dos outros, tradição que só a nossa família parece ter...até na carrela (carrinho de mão ou sei lá o que era) nos púnhamos lá dentro e era a empurrar por ali abaixo.“o primeiro acordar, acorda o outro” e assim era, cumpríamos.parece que me safei da saga dos puzzles, mas não da dos desenhos animados. não sei se é real, mas tinha a sensação que acordávamos às 6h da manha para os ver e tu gravavas tantos!lembraste da colecção da disney? que tinha o livro e a respectiva cassete áudio? cada volume com a sua cor?sei que num dos quartos (talvez o que havia sido da uta) tinhas uma colecção de cromos do bollycao, já não sei precisar se era aquela do ‘tou’ se a de uns fantasmas (Casper) que brilhava no escuro.Sim, lembro-me do preciso momento em que fugimos e a mesa de mármore da cozinha caiu em cima do teu pé…lembraste quando fomos deixar os cães ao marco com o vuvu?Lembraste do ‘um esconde se e todos procuram’? havia sempre tantos sítios possíveis ‘papinha cerelac’ e ‘rebenta a bolha’.a apanha das batatas no campo em frente.os banhos no tanque, por baixo do palco do teatro.e quando o teu pai numa festa de anos tua, deu a todos aquelas caixas de gorila gigantes!!!


parecia magia


tu ficaste com as de tuti-fruti e nós com menta, duraram uma eternidade.


mas isso era no tempo em que éramos imortais, por isso não tínhamos medo de alturas, de quedas do poly, de arranhões, de joelhos sempre pisados, de frio ou chuva, de jogos de futebol no quinteiro (lá se iam os vasos da vovó), de brincadeiras no consultório ou lá em cima no terraço.podíamos correr por aqueles campos até não puder mais.Nessa altura éramos todos e éramos tantos.era o tempo dos tomates do aroso, das ameixas atrás da piscina, da estufa e seus balneários, das rãs e dos sapos, do manuel peninha, da carlota joaquina e do gonça pilatos, das papas de sarrabulho, dos ovos estrelados naquela frigideira tão típica, da vovó com pintainhos no bolso do avental.…passaram tantos anos e tivemos direito a um banho de realidade...ficou a cumplicidade, a confiança, a amizade e a compreensão (por vezes nem são precisas palavras, basta um olhar ou um sorriso).


quero que saibas que qualquer que seja o caminho tou contigo!



1.11.06

quoting (1)




"...que todas as minhas indecisões... estar dividida entre paris e israel, judeus e palestinianos, são jorge e o dragão... podiam nunca ter fim. o importante é não parar enquanto esperamos para decidir. já não sou rapariguinha nenhuma. tinhas razão naquilo que disseste sobre não entrar em greve outra vez... tenho é de não parar de andar."

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[richard zimler]

30.10.06

go for it, dazzle them away!




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23.10.06

it's a kind of magic (1)







“- o que são conchas?
- são… São umas caixinhas redondas muito bonitas. é o mar que as faz. e quando as encostas ao ouvido, ouves o barulho do mar lá dentro.
- o mar faz caixinhas e mete-se lá dentro?
- mete a voz dele lá dentro. não gostavas de ir a uma praia ver as conchas?
- acho que sim.”


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dias exemplares, Michael Cunningham




20.10.06

the motorcycle diaries





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foram três grandes viagens.
sendo a primeira em 1970 até ao sul d Espanha, torre de molinos, Medina, Málaga. a segunda até Ibiza, Valência, Andorra (de onde regressou com um triciclo e uma tenda). e na última San Sebastian, Pirineus, Bordeaux, Paris, Londres (via canal da mancha para chegar ao campo de trabalho) e por fim Amesterdão.
acrescentar a tudo isto o facto da mota ser roxa!



19.10.06

like father, like son




“…as grandes constantes que animavam aquele espírito de eleição, servido por uma vontade forte e inquebrantável: a vocação autentica pela medicina, o entranhado amor pelo próximo, a devoção total pela família e pelos amigos, a robusta firmeza das ideias, a coragem sem limites e sem ódios. Verdadeiro médico, no mais elevado e completo significado da palavra, de competência dia a dia conquistada pelo estudo. E saibamos todos nós compreender-lhe o exemplo. De certo que ele um dia se perguntou a si próprio [seria viver colar horas a outras com a cola da vaidade, no esforço inútil em demanda das honras do mundo que se esvaem ao primeiro toque da Verdade como se fossem poeira já morta]…”

Estas palavras foram escritas por José Garrett (na separata do Portugal Médico nº3 em Março de 1964) a propósito do meu avô paterno, mas ao ler não posso deixar de dizer que se aplicam na perfeição ao meu pai!



17.10.06

cease the day







pensa que o dia de hoje é um dia único diferente de todos os que já foram e dos que serão.

não vamos deixar fugir os dias.


nenhum dia.


vamos viver.


vamos tentar.


vamos errar.


vamos continuar.

vamos olhar.

sentir a beleza do que é, do que for.




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vamos viver





honey bunny




há gestos q nos enchem d ternura e nos fazem sorrir,
há visitas q nos preenchem a alma
e há certezas q nos fazem crescer e fortalecer a cada instante!

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16.10.06

________wisdom_________




" ...pedras no caminho?

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guardo todas, um dia vou construir um castelo..."



share and share alike (1)




quando a minha avó nos deixou (dia 4 Fevereiro coincidentemente o mesmo dia do meu avô), o meu pai teve de chamar um especialista para abrir o cofre.

...Advinhem o que tinha guardado lá dentro...
o tesouro?



*cartas de amor*



don't keep all those to yourself - share and share alike




gosto de partilhar!



15.10.06

I just know your life's gonna change




apetece-me começar d novo, não por ser dia 1 de Janeiro ou por a estação do ano ter mudado, mas porque tenho vontade de arrumar a casa!

e porque não iniciar, mal acabo de tomar esta decisão, com um passeio na baixa?
bem sei q me queixo d Porto ser uma aldeia, sempre as mesmas pessoas e toda a gente se conhece, mas é inegável o fascínio q os cantos e recantos d cidade invicta exercem sobre mim!
quando não estou cá, dou por mim mais facilmente a reflectir sobre isso mesmo.. e sem dúvida q a baixa é dos locais eleitos por excelência, parece impossível q ainda não tivesse caminhado por lá depois das obras nos aliados terem terminado.


durante as horas em que me perdi na baixa fui invadida pela sensação d voltar atrás no tempo, as senhoras com os carrinhos das castanhas assadas, como fundo musical o senhor q toca acordeão, juntamente com o cinzento dos majestosos edifícios principais ajudaram a montar o cenário.



back on track















blog:

objectivo brasil, experiencia recife
objectivo alcançado, blog terminado

e agora (sabe-se lá pq) voltei!













29.7.06

wish-fulfillment (1)






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q manjar niponico!





27.7.06

kiss goodbye






"quando se fecha a porta pela última vez parece que o coração nunca mais vai parar.
são estas experiências que prolongam a nossa existência"






foi bom demais!



24.7.06

...





há olhares e sorrisos que vem colorir os dias de cores fortes.
há vidas que não percebem como eram vividas até então.
há olhares e sorrisos que conseguem colorir os dias de quem passa.
há momentos em que não podemos ficar, ainda que nem partir consigamos.
momentos de paralisação. sou péssima nesses. há momentos em que até o mais bravo guerreiro tem de abandonar a batalha. às vezes isso é que é ser bravo.
agarro-me às imagens ou escolho o vento que as leva?
agarro-me ao desejo ou fico com o medo?
agarro-me a ti ou deixo que sigas?
agarro-me à rendição ou acredito?
está nas minhas mãos ou noutras?



containing strong flavours from spice







pra cabra macho tem buchada, pras mocinha tem salada
"quando tu tá danado de fome, doidinho pra sentir o sabor arretado que tem a comida do nordeste, tu tem que sair avexado pro parraxaxá.é que lá tem bolo, milho, tapioca, bode, paçoca, charque, baião de dois, cartola, queijo coalho e mais meio mundo de coisa porreta pra tu comer até encher o bucho. tudo num cantinho que mais parece as casa do intrior e com um povo que te atende bem que só. eita parraxaxá bom danado!"



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este foi o primeiro restaurante em que almoçamos e confirmamos, é bom que só, é massa :)



22.7.06

take pride in




obrigada selecção!



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the world cup 2006




copa d mundo
este tema já se impunha como obrigatório há muito, mas como a frequência no acesso à internet é bastante reduzida ainda não tinha surgido a oportunidade!
não sei nem por onde começar, talvez pelo jogo inaugural da nossa seleção que coincidiu com a chuva mais intensa q apanhamos por cá, obrigando nos a entrar dentro d um bar d dois italianos p assistir a partida, sendo que a plateia era portanto constituída por estes mesmos e por nós as duas!
o segundo jogo foi visto também debaixo d chuva em Pipa na única pousada q conseguimos encontrar com televisão perto d praia.

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mas para além d cenários e d acompanhamentos pouco habituais (caipirinha, picanha, peixe agulha, macaxeira), importa destacar o clima q se sentiu desde primeiro momento em volta d selecão d FELIPÃO ou big phill como disse um adepto inglês. não havia quem não soubesse quando era partida, muitos manifestavam o desejo d uma final Portugal-Brasil, apesar d esta ser matematicamente impossível.
mas se ao longo d copa d mundo este apoio foi geral, q dizer dps d seleção canarinha abandonar a competição?!?!? ai sim organizaram se verdadeiras torcidas, levando mesmo ao esgotamento d stock d camisolas d seleção d quinas. e os elogios? esses eram mais q mts, admiravam mt a nossa raça e adoptaram-nos como a equipa d 2a opção. no derradeiro jogo os comentários no onibus eram gerais Portugal lutou até ao fim e o eleito (excluindo a claque feminina d "marias chuteiras" q vibravam c o Cristiano Ronaldo) era o goleiro Ricardo!
se no jogo inicial d Brasil se ouviam gritos d torcidas "ão, ão, ão meu goleiro é um paredão" - referindo-se ao Dida. no final os gritos q se ouviam nas entrevistas d rua no jornal nacional eram antes "ão, ão, ão devolvam Felipão"

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P.S: para terminar em beleza nada como, quase 1mês depois d copa, verificar que se vendem nas ruas d centro d recife fotografias d jogadores entre os quais o FIGO e adquirir um magnífico exemplar!



rating: a measurement of how good




top -
total desvalorização da vida, matar a qualquer preço ou motivo
medo, pressão psicológica
violência
fome, miséria
mosquitos e tubarões

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top +
praias paradisíacas, clima tropical
simpatia, hospitalidade
caipirinhas, caipifrutas,
rodízios, água d coco

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lift-off (any minute now)




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contagem decrescente



11.7.06

a friend in need (is a friend indeed)




meu chimpa preferido
fiquei com o coração tão pequenino de ouvir a tua voz e saber que tás triste, é angustiante sentir alguém chorar e não puder sequer tocar... sensação de profunda impotência!a vida é por vezes tão injusta, profundo questionamento sem chegar a qualquer conclusão ou explicação.9 meses voaram desde então e a dor não desapareceu, as saudades essas aumentaram a cada dia...
e infelizmente o sentimento de perda vai reaparecendo por vezes mais próximo do que gostariamos.

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gosto muito de ti, IMENSO, tás sempre comigo.espero que as lágrimas passem e dem lugar a dias de sol***



10.7.06

grandma ines (10/07/1913)




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a minha avó ensinou-me a contar até 10 e a dizer as cores em inglês, ensinou-me a fazer caramelos, doces de natal, sorvetes!
a minha avó era quem me contava a estoria do coelhinho e da formiguinha, repetia sempre a mesma lenga lenga, mas não havia maneira de me cansar de ouvir que tinha o pelo tão braquinho...


"contigo aprendi também que por trás do horizonte
geralmente azul
existe outro mundo (imenso) APRENDI a querer
mais em cada viagem
descobri o mundo grande
e que a vida não pode por si se perder
ficar encolhida sendo vivida pela metade
apenas quanto ao detalhe a minúcia o detalhe
o detalhe apenas


contigo aprendi
o valor de um domingo de sol a preguiça
rolando na cama a sinfonia
do vento esvoaçando, o frescor da manhã.


contigo aprendi certos segredos que sem ti jamais se desvelariam,
aprendi que o destino tem asas mas depende de mim
fazê-lo voar depende de mim fazê-lo parar depende de nós.
Aprendi que tudo é talvez
e nem tudo tem o momento certo de acabar

eu contigo aprendi as coisas mais díspares
as coisas vulgares
e as coisas ímpares, de que não se ouve falar,
as que nenhuma poesia consegue captar
e as coisas que andam na rua como gente comum. "


a minha avó lutou por um grande amor com direito a conflitos familiares e a vestido de noiva emprestado, a minha avó correu pela Europa fora para que o meu tio fosse operado. A minha avó foi viúva cedo (tinha o meu pai 13 anos) e tudo fez para que aos seus não faltasse nada... mas mais importante que tudo a minha avó deu-me:

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5.7.06

summer time




saudades das férias grandes do espírito salgado pelo mar.
saudades do fim de dia na praia deserta, onde apenas se ouve o mar, as ondas e as gaivotas nos embalam.
saudades do calor que se cola à pele e nos atira para a toalha, enquanto aguardamos a frescura do fim da tarde.
saudades da limonada gelada que arrepia, no fim.
saudades das roupas brancas.
saudades dos jantares servidos com gargalhadas (manolo).
saudades das noites com as angariações e as bandas sonoras preferidas.
saudades do céu estrelado rasgado por estrelas cadentes.
saudades das infindáveis conversas no ruínas...

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4.7.06

black and white (2)







pois então já lá vão 32anos da revolução dos cravos!


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parece que nesse mesmo ano, lá para o dia da independência nos EUA, nasceu um coelho... ou seria um leão?!? PARABÉNS, mts parabéns e se não foi em Barça que a seleção te brindou os 30 quem sabe agora :)


2.7.06

by your side!




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you think i'd leave your side baby
you know me better than that
you think i'd leave you down when you're down on your knees
i wouldn't do that
i'll tell you you're right when you want
ha ah ah ah ah ah
and if only you could see into me

oh when you're cold
i'll be there
hold you tight to me

when you're on the outside baby and you can`t get in
i will show you you're so much better than you know
when you're lost and you're alone and you cant get back again
i will find you darling and i will bring you home

and if you want to cry
i am here to dry your eyes
and in no time
you'll be fine

you think i'd leave your side baby
you know me better than that
you think id leave you down when you're down on your knees
i wouldn't do that
i'll tell you you're right when you wrong
ha ah ah ah ah ah
and if only you could see into me

oh when you're cold
i'll be there
hold you tight to me
when you're low
i'll be there
by your side baby

oh when you're cold
i'll be there
hold you tight to me
oh when you're low
i'll be there
by your side baby



P.S:faço minhas as tuas palavras


mermaid wishes