23.5.10

peter pan =)

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já fomos colados, colados, por alguma razão me chamavam a tua advogada de defesa. a caça ao tesouro, os malteseres, a belga gigante, os pus com isqueiro, os contos todos trocados em que os três porquinhos estavam com a branca de neve no trenó, as boleias na boss. és transparente. gosto muito de ti

20.5.10

shouting wishes

1 mês de desbloqueio emocional

sou ainda eu cá dentro não há varinha de condão, mas sinto que foi um ponto sem retorno

de repente uma liberdade e segurança que não me conhecia. tanto tempo com medo, na sombra, a sentir-me menos. agora um peso que sai de cima como se me aparecessem todos os caminhos, sem estar condicionada. não quer dizer que tudo seja fácil e feliz, ainda no domingo vieram as nuvens e fiquei só, como se estivesse num deserto

a diferença é que deixei de ter pena de mim, aceitação, integração, sinto-me una e única

nos últimos tempos tenho perdido bastante tempo a pensar. em tudo e em nada. tenho perdido tempo para me perder em mim, imaginar histórias e compreender enredos. num caminho de luz e trevas revi a minha vida presente. vivi e deixei a vida viver-se por mim. estive sem alma presente mas também estive por inteiro. sei o que me fez andar na escuridão e compreendo agora que me faziam falta esses buracos negros, na mesma medida que preciso daqueles que me chegam agora cheios de luz, visível a qualquer olho mais distraído.

foi uma conjugação de factores mas a alavanca foi a tua provocação leitura sistémica que tornou o abalo e a desestruturação em insight fizeste-me entrar no processo implicar-me nas coisas “não te quero ver sofrer, mas já chega de águas paradas, é preciso começar a viver”

é curioso como o ódio e a irritação em relação ao passado se foram e deram lugar a alguma indiferença

é como se houvesse uma nova luz sobre as coisas e apetece-me espalhar ao mundo a mensagem

estou mais solta parece que me assumi e é engraçado que várias pessoas tem comentado que estou diferente fisicamente

o mais importante é que não desisti, não quis desistir de mim. sinto pela primeira vez a minha identidade forte e auto-confiante, faz-me compreender que tenho em mim todos os sonhos, e com estes, todas as capacidades.

primeiro é a grande explosão onde se liberta o maior, mas não quer dizer o mais importante ou intenso pequenas grandes réplicas se seguem

a constante agonia com o sentido da vida, o porquê, para onde vamos e afinal tão simples como dizia o torga:

- a vida não tem sentido...

- ela, em si, não... - respondi. - mas tem o sentido que lhe damos. tem a nossa riqueza, o nosso entusiasmo, o nosso orgulho... ou a nossa covardia.

(miguel torga - diário XII)

perdi o medo de mim, um dia descobri que sou eu capaz de transformar os nós em laços, desatá-los. sinto-me a viver bolinhas de sabão, transformar a crise e a adversidade em crescimento

10.5.10

timing

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7.5.10

moledo

cá vos escrevo de moledo do minho 2009 (já a caminho do seu final). a razão desta nossa carta é simples: nós aqui vamos de sorriso em sorriso, e vocês?

hoje, pela manha, a meni acordou com a sua amigdalite já melhorzinha (os remédios do tito já estão a dar resultado). o li saiu da cama logo após acordar e muito beijocar chesta meni. a ínsua e o monte tecla lá estavam, mas desta vez, e como já estamos nas vindimas, embaciados pelos vidros do quarto (o comboio passou mesmo agora – viu a meni ao levantar a cabeça da almofada). os campos de milho ou já estão cortados ou com canas já secas.

e, assim, após amassar a bem rechonchuda bochecha esquerda da meni e tomar o seu banho de imersão no cheiro a madeira de casa, o li disse: “meni, tens aqui a casinha dos pitecos” ao que a meni respondeu: “não te esqueças, primeiro pão de mistura, depois bairrada para ti, depois queijo, depois, só se estiver quentinho, nunca tragas, normal, bicos de pato, e um compal, só se nunca tiver mariazinhas, traz sempre, um dia destes, aqueles sidónios menininhos”.

pela estrada de pedra, a bicicleta do tito abanava MAS o li ouviu os passarinhos de moledo, e o ar, cheiro era de aldeia de litoral com anos 80 bem ali. ao lado, o campo, trigo, e dois més-més que disseram assim ao li: “méééé”.

entretanto em casa a meni começava a ficar feliz: seis passarinhos, um com um colar, vieram sentar-se no parapeito da varanda; repetidas vezes; um a um, diziam à meni: “PIU!” e um vinha até dar um beijinho à meni, mas bateu no vidro da janela e disse “piu, piu, piu, piu”

enquanto a meni se enrolava nos edredons de cheiro único e falava com os passarinhos com fundo no mar, o li pedalou até à meia de leite da camipão e do champô jonhson da clarinha que tão bom cheiro faltava à casa.

quando o li chegou a meni sorriu, a historia dos passarinhos contou e o pequeno almoço na cama tomaram. a fruta no tabuleiro era só para dar cor à paisagem! compal com queijo!

e assim foi o inicio de manhã dos menilis 2009 em moledo. os menilis na cama a ler com vista para o mar, na cama, e, logo, a seguir, mil abracinhos e beijinhos nos menilis!

mermaid wishes