13.1.12

overview


não sei bem como, mas ainda não tive tempo ou disposição para grandes balanços, reflexões ou resoluções. 
hoje ‘e sexta-feira dia 13.

apercebi-me que desde que me lembro muito lá atrás este foi o 1º ano sem uma única ida ao cinema, nem ao al forno, que foi provavelmente o restaurante a que mais fui desde 16 anos.
em contrapartida, fiz mil coisas novas. 
foi o ano em que mais andei de bicicleta (faz agora 1 ano que a tive). o ano em que me propus a ser  atlética.
foi o ano em que me propus a experimentar novos papéis e em que fiz coisas tão diferentes como trabalhar na embaixada da arábia saudita, numa clínica psiquiátrica no dia em que alguém se tentou suicidar, num pequeno-almoço executivo de um hotel de luxo dia e numa faculdade com uma jovem libanesa com paralisia cerebral.
o ano em que aprendi tanto, tanto sobre autismo e a capacidade de evolução.
o ano em que menos vezes vi o mar e nele mergulhei. mas em que conheci a praia verde e me estriei nas conquilhas. 
o ano em que hampsted heath passou a ser segunda casa em Londres.
o ano em que trouxe as coisas mais inusitadas na mochila, (panela de pressão, balança..) que vem sempre a rebentar pelas costuras. o ano em que mais viajei de avião e por mais vezes que faca a mesma viagem, choro sempre na partida.
o ano em que voltei a marraquexe.
o ano em que realizei o desejo de ir a um concerto da sade.
o ano em que fui passar fim-de-semana fora de bicicleta (colete florescente de uniforme)
o ano em que usei camisola interior, luvas e gola.
o ano em que aprendi a fazer alheira a brás.
o ano em que descobri a cidra, litros. o ano dos picnics, tantos que comprei uma toalha própria.
talvez também o ano em que mais tempo passei sozinha. o ano em que descobri que tenho uma pingecula. em que aprendi a fazer tricot, a jogar xadrez e crapot. o ano em que experimentei pho. em que fiquei rendida as azeitonas kalamata.
o ano do desapego. o ano em que trouxe para casa sofás, mesas, cadeiras, gavetas e ate uma bicicleta.
o ano em que procurei casa e dormi muitas noites num colchão insuflável. o ano em que tive um irlandês como senhorio e me diverti a tentar entender tudo o que diz.
o ano em que vi muitos esquilos e raposas. em que recebi muitas visitas :)
o ano em que mais filmes em casa vi. o ano em que voltei a ser madrinha e me comovi. 
o ano em que fiz 30.
o ano menilis em londres.

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23.11.11

trying not to

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22.11.11

feel the fear and do it anyway

estou a fazer um curso de 'communication skills health and well being' que tem uma longa lista de livros recomendados.
qual nao 'e o meu espanto quando uma das alunas (com a idade dos meus pais) me oferece este livro - feel the fear and do it anyway.

'I was thinking this book might suit her'

e nao 'e que acertou, 'e muito simples, imagino ate que possa eventualmente ser catalogado de auto-ajuda. anyway. estou a gostar imenso, faz todo o sentido.


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"passeios e conversas interminaveis, folhas pelo chao, sonhos e lagrimas, questionamentos e nao parar nunca... seguir sempre pela estrada fora, mesmo quando achamos que estamos paradas. e agora tens uma rena em casa"

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las, rena, palavras. que boa surpresa* 

18.11.11

xmas time

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declara-se aberta a epoca =)

17.11.11

guru

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uma tarde normal de trabalho tranforma-se numa experiencia sociologica quando dou por mim num  indian ashram como milhares de pessoas. metade parecem saidas da india, metade parecem querer converter-se a india. todos meditam repetem os mantras, bebem a agua santa, comovem-se ao ser abracados. uma alegria colectiva a um estado de transe, 'a qual 'e impossivel ficar indiferente.

ao receber darshan, nao podia ter descrito melhor:

"Finally, I find myself kneeling in front of Amma, being pushed none too gently by the robed assistants who move in and remove the huggees.
The hug itself is warm and firm, wrapped up in the bosom of the living saint, with back-stroking, kissing and a mantra whispered in the ear.
It is comforting, if a little restricting, and a very peaceful place to be."

ao ouvido em portugues repete-me uma serie de vezes, minha querida filha minha querida filha minha querida filha

gifts

filmes e palavras em forma de sorriso.
que bem que sabe.
obrigada*

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10.11.11

I've been wondering about (4)

mudancas
'as vezes 'e preciso andar como caranguejo um passo para frente e dois para tras.
andamos 'as voltas na tentativa de descobrir, onde vamos, onde chegamos, o que queremos.
[fico sempre fascinada com as pessoas que sabem exactamente o que querem]

andamos 'a roda, 'a roda, 'a roda como fazimos a olhar o ceu ate ficarmos tontos, parece que nao saimos do mesmo sitio.

ser'a que estamos a liderar ou apenas nos deixamos ser levados?

a vida leva-me onde estava h'a 5anos, est'agio curricular, desta vez nao num hospital psiquiatrico, mas numa residencia comunitaria. 
parece que o tempo com os doentes do conde ferreira ainda nao acabou, historias, nomes, tracos marcados. o senhor jaime a pedir um relogio ou uma estrela, imortalizado num video que fiz da sessao de jardinagem e a despedida inconfundivel 'ate amanha, se eu quiser'


28.10.11

over the moon


londres amanheceu sol
convidando a abracar as arvores.
correr ate nao sentir o corpo.

cansar.
mimar.

hampstead heath como um pulmao

old tricks die hard


ainda ouco o pais ribeiro a dizer: quem muito procura, acaba por encontrar.
irracional.

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1.10.11

fall

10 meses em londres e ontem comecou o frio, vesti duas camisolas e assim que sai 'a rua uma nostalgia invasora. o outono nao tem o poder de renovacao da primavera, mas 'e uma epoca de balanco e reflexao por excelencia. 
o que retirar de cada experiencia, tracam-se coordenadas e outros objectivos. 

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12.5.11

mailbox

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hoje muitos sorrisos porque as palavras nunca se esgotam*

15.4.11

before turning thirty

experimentar conquilhas

ver o sol nascer

fazer alguem feliz

estar com as amigas

namorar mais

plantar flores

dormir com as estrelas

estar em forma

ultrapassar o medo de falhar

escrever mais cartas

fazer um pic nic

dar caminhadas

dançar até não puder mais

encontrar um trabalho que goste muito

fazer uma festa

aprender a jogar king e xadrez

fazer uma prova de corrida

sorrir mais vezes

partilhar no blog um episódio por semana

mimar-me

ler um livro por mês

ser feliz

ser mais criativa

fazer o high and low

sair da zona de conforto

'accept yourself for who you are'

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31.3.11

meaningful

'Nós e as palavras... E saber que tudo começou também com palavras
“Faz-te sentido este curso, estas aulas?”, “Faz-te sentido o mundo, a bossa nova, os versos a Sophia, a simplicidade?” , “O Nelson Mandela é uma pessoa que o meu pai admira”, “Não gosto de ser o centro das atenções”.
E por aí fomos prosseguindo, sempre com inquietude, incertezas, lembrando que “para a frente é que é o caminho”, “quando não há solução, o que fazemos? Fugimos para a frente, porque para a frente há sempre estrada”, pela estrada fora, raparigas, varandas, grupo, diversidade, respeito.

O que é preciso para haver ternura? Dois. A mãe panda e o porco que se tornaria uma bola de pêlo como o baptizaste quando começou a ser urso. Mama Panda, Ma petit, Marigold, Mary ann, já viste a quantidade de “M”, M de mundo “queres aprender o mundo?”(tantas escolhas, tanta maravilha por aí solta e nós fechados em metros quadrados), do Mar de Sophia, dos Montes ,das Montanhas, dos Himalaias aos EUA, M de Melancolia, M de melodia (música, meu bem... a música!), M de místico (significados sempre partilhados), M de melancia (adoramos, vero? Mas não o filme, ninguém que nos lembre o filme), M de Mota (como a do Che ou a do teu pai a viajar na América Latina no tempo em que viajar não era nada disto), M de mel (a voz do lenny, tu em Lisboa, eu no meio dos apontamentos de psicofisiologia), M de mil (tudo o que houve antes de nós – 1999 e todos os anteriores miles), M de método (os caminhos dolorosos da investigação que muitas vezes pareceram um castinho), M de mala (viagem!!!!!!Aqui vamos nós!)
Viajar cura a melancolia, viaja cura qualquer coisa, as viagens e as palavras transportam-nos. Onde? Ao fundo da garrafa, ao que está depois do líquido, depois da ilusão do fundo do ralo, o que está para além do mundo depois do fim do mundo?
Não esqueças de:

1. Esvaziar para o sono entrar,

2. Abraçar a maior quantidade de árvores possível,

3. Sorrir,

4. Dar muitos mergulhos (sempre que mergulho penso em ti J),

5. Apreciar o ar que se respira, os sons, os sabores (tu és pro),

6. Deixar o ar entrar, abrir as mãos ao infinito,

7. Gravar os momentos na memória que é o melhor lugar onde podem ficar,

8. Dizer mais “Sim” do que “Não”,

9. Ter sempre sete (o teu número) de um a dez,

10. Amar (como se não houvesse nem passado nem futuro, apenas presente)

Agradeço todos os dias o facto de ter a lucidez de ver o quanto precioso é fazer com alguém uma estrada paralela, partilhar silêncios e significados, abrir baús em conjunto, falar de filosofia (Deleuze aí vou eu), de cinema (A Bela Impertinente já a seguir), de música (leva o baden powell sim?), da vida (regressaremos a casa um dia?), de poemas (“para atravessar contigo a solidão do mundo”) de partilhar momentos, de nos partilharmos, de nos darmos, de abrirmos o coração como se fossem janelas, de nos rirmos em conjunto (o melhor antídoto contra a tristeza), de superar angústias, de ainda acreditarmos numa amizade assim.


Dir-te-ia como escreveu o Lobo Antunes (que eu adoro, tu sabes) porque não consigo descrever melhor esta ideia que me emociona “existes tão fundo em mim como uma árvore com as suas raízes mais profundas, que nenhum tempo, nem nada, nem mesmo eu mesma, as poderá arrancar”. O que posso mais dizer? Quando o meu mundo ameaça ruir nunca me sinto só. Sei sempre que por mais que as portas estejam brutalmente fechadas, que as lágrimas fechem, que existam momentos muito difíceis, tu és o meu sol e nunca perco a esperança em ti, e sei como se a certeza fosse cimento, que estaremos aqui uma para a outra, de sempre, para sempre.
Prometo que um dia voltaremos a casa finalmente (volver), amaremos o próximo e as portas irão-se abrir de par a par.
Gosto de ti sem mais nada*'

mermaid wishes